
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Aprendizagem Cooperativa
Elementos básicos da aprendizagem cooperativa
ü Interdependência positiva:
1.passa e continua
2.recompensas
3.interdependência de recursos
4. interdependência de papeis
ü Interacção face a face
ü Avaliação e responsabilização individual
ü Treino de competências sociais
ü Avaliação do processo
Skills da implementação da aprendizagem cooperativa
Dishon e O´Leary (1984) agrupam os skills necessários para a implementação da aprendizagem cooperativa em quatro níveis:
Skills de formação (dirigidos à organização do grupo, estabelecendo normas para um comportamento apropriado)
Skills de funcionamento (envolvidos na gestão do grupo e na manutenção do esforço de trabalho)
Skills de formulação (necessários para favorecer os processos mentais necessários para um conhecimento aprofundado do material em estudo, estimular o uso de estratégias para um raciocínio de qualidade e assegurar o domínio e a retenção do que se estuda)
Skills de estimulo (a controvérsia é um meio para estimular a reconceptualização do que se estuda, procurar novas vias de conhecimento. O pensamento divergente consegue-se por meio da controvérsia).
Segundo Kagan, os skills que ele considera são um pouco diferentes dos autores a cima enunciados:
1. Skills de tarefas
1.1 Gestão da agenda
1.1.1 Estabelecer uma agenda
1.1.2 Manter-se na agenda
1.1.3 Gerir o tempo
1.1.4 Rever a agenda
1.1.5 Sumariar progressos
1.2 Dar e receber ideias
1.2.1 Estabelecer uma atmosfera aberta
1.2.2 Skills de comunicação
1.2.3 Resolução de conflitos
1.2.4 Construção de boas ideias
2. Skills sociais
2.1 Encorajar e apreciar
2.1.1 Procurar a participação de todos
2.1.2 Apreciar os sentimentos/atitudes de todos
2.1.3 Apreciar as diferenças individuais
2.2 Orientação para avaliação do processo
2.2.1 Verificar
2.2.2 Criar e distribuir papeis do grupo e responsabilidades
Abordagens de treino de skills segundo Kagan
Kagan da grande ênfase ao desenvolvimento de skills sociais. Pois ele profere que é mais proveitoso ajudar os alunos a desenvolverem esses skills do que esperar que eles se desenvolvam à medida que vão trabalhando cooperativamente. Para isso ele enuncia oito abordagens que podem facilitar esse desenvolvimento:
1. reestruturação de tarefas
2. jogos de aceitação
3. treino de comunicação
4. treino de resolução de conflitos
5. jogos de desenvolvimento de skills
6. desenvolvimento de papeis no grupo
7. simulações
8. monitorização e avaliação de processo pelo próprio, pelos colegas e equipa e pelo professor
Avaliação do processo
Certos autores incluindo Dishon e O´Leary consideram que a avaliação do processo é o aspecto da aprendizagem cooperativa que mais profundamente se distingue do trabalho em grupo tradicional. Esta consiste no encerramento das actividades do grupo permitindo uma melhor integração de conhecimentos e de análise da forma como aprenderam, porque aprenderam ou não, e ainda na verificação dos skills sociais apropriados e da forma correcta ou incorrecta desse uso.
Na avaliação dos skills sócias podemos responder as seguintes questões: “Como é que hoje desempenhámos os nossos papeis? Encorajámos os colegas com mais dificuldades na matéria que hoje estudámos? Em que outras situações é necessário dar encorajamento às pessoas? Qual o skill que vamos ter em especial atenção na próxima vez que trabalhamos juntos”.
Nem sempre se pode gastar muito tempo, sendo assim o professor deve preparar instrumentos que ajudem os alunos como, frases para completar, algumas listas de verificação ou escalas de classificação devem ser preparadas pelo professor. Por vezes podem ser respondidas individualmente e só depois em grupo.
Treino de funções do líder
As funções de u líder listado por um grupo de alunos em sessões de treino de liderança aprestadas em Aronson e Patnoe (1997) são:
1. Organização do grupo.
2. Mantém o grupo a trabalhar, recordando quais as tarefas a realizar
3. Ligação entre o professor e o grupo.
4. Mostra entusiasmo pelo trabalho e não diz que realizar determinada tarefa porque o professor mandou.
5. Tem um comportamento exemplar como membro do grupo.
6. Coloca questões para obter informação ou para clarificação e nunca para impressionar o grupo.
7. É paciente e compreensivo.
8. Pede aos elementos dos grupos para realizarem tarefas de forma educada.
9. Ajuda o grupo a lidar com diferentes pontos de vista e desacordo sendo imparcial e ajudando os elementos do grupo a compreenderem-se uns aos outros em vez de os recriminar.
10. Encoraja o feedback sobre o seu papel e sobre como pode ser mais útil.
Importante será dizer k o programa de treino consta de duas partes:
1. Discussão sobre que podem surgir quando se trabalha em grupo com os quais o líder pode ter que se confrontar.
2. Role-playing dos problemas considerados mais importantes pelo grupo.
2.1. Selecção do(s) probelma(s).
2.2. Representação da situação.
2.3. Análise do que se passou e sugestões de alterações.
2.4. Novo role-playing
Nas actividades visando o ensino de conceitos será importante também salientar: o pensamento diversificado, o como pensar/fazer pares/partilhar, o brainstorming, o grupo de discussão e as entrevistas.
ü Interdependência positiva:
1.passa e continua
2.recompensas
3.interdependência de recursos
4. interdependência de papeis
ü Interacção face a face
ü Avaliação e responsabilização individual
ü Treino de competências sociais
ü Avaliação do processo
Skills da implementação da aprendizagem cooperativa
Dishon e O´Leary (1984) agrupam os skills necessários para a implementação da aprendizagem cooperativa em quatro níveis:
Skills de formação (dirigidos à organização do grupo, estabelecendo normas para um comportamento apropriado)
Skills de funcionamento (envolvidos na gestão do grupo e na manutenção do esforço de trabalho)
Skills de formulação (necessários para favorecer os processos mentais necessários para um conhecimento aprofundado do material em estudo, estimular o uso de estratégias para um raciocínio de qualidade e assegurar o domínio e a retenção do que se estuda)
Skills de estimulo (a controvérsia é um meio para estimular a reconceptualização do que se estuda, procurar novas vias de conhecimento. O pensamento divergente consegue-se por meio da controvérsia).
Segundo Kagan, os skills que ele considera são um pouco diferentes dos autores a cima enunciados:
1. Skills de tarefas
1.1 Gestão da agenda
1.1.1 Estabelecer uma agenda
1.1.2 Manter-se na agenda
1.1.3 Gerir o tempo
1.1.4 Rever a agenda
1.1.5 Sumariar progressos
1.2 Dar e receber ideias
1.2.1 Estabelecer uma atmosfera aberta
1.2.2 Skills de comunicação
1.2.3 Resolução de conflitos
1.2.4 Construção de boas ideias
2. Skills sociais
2.1 Encorajar e apreciar
2.1.1 Procurar a participação de todos
2.1.2 Apreciar os sentimentos/atitudes de todos
2.1.3 Apreciar as diferenças individuais
2.2 Orientação para avaliação do processo
2.2.1 Verificar
2.2.2 Criar e distribuir papeis do grupo e responsabilidades
Abordagens de treino de skills segundo Kagan
Kagan da grande ênfase ao desenvolvimento de skills sociais. Pois ele profere que é mais proveitoso ajudar os alunos a desenvolverem esses skills do que esperar que eles se desenvolvam à medida que vão trabalhando cooperativamente. Para isso ele enuncia oito abordagens que podem facilitar esse desenvolvimento:
1. reestruturação de tarefas
2. jogos de aceitação
3. treino de comunicação
4. treino de resolução de conflitos
5. jogos de desenvolvimento de skills
6. desenvolvimento de papeis no grupo
7. simulações
8. monitorização e avaliação de processo pelo próprio, pelos colegas e equipa e pelo professor
Avaliação do processo
Certos autores incluindo Dishon e O´Leary consideram que a avaliação do processo é o aspecto da aprendizagem cooperativa que mais profundamente se distingue do trabalho em grupo tradicional. Esta consiste no encerramento das actividades do grupo permitindo uma melhor integração de conhecimentos e de análise da forma como aprenderam, porque aprenderam ou não, e ainda na verificação dos skills sociais apropriados e da forma correcta ou incorrecta desse uso.
Na avaliação dos skills sócias podemos responder as seguintes questões: “Como é que hoje desempenhámos os nossos papeis? Encorajámos os colegas com mais dificuldades na matéria que hoje estudámos? Em que outras situações é necessário dar encorajamento às pessoas? Qual o skill que vamos ter em especial atenção na próxima vez que trabalhamos juntos”.
Nem sempre se pode gastar muito tempo, sendo assim o professor deve preparar instrumentos que ajudem os alunos como, frases para completar, algumas listas de verificação ou escalas de classificação devem ser preparadas pelo professor. Por vezes podem ser respondidas individualmente e só depois em grupo.
Treino de funções do líder
As funções de u líder listado por um grupo de alunos em sessões de treino de liderança aprestadas em Aronson e Patnoe (1997) são:
1. Organização do grupo.
2. Mantém o grupo a trabalhar, recordando quais as tarefas a realizar
3. Ligação entre o professor e o grupo.
4. Mostra entusiasmo pelo trabalho e não diz que realizar determinada tarefa porque o professor mandou.
5. Tem um comportamento exemplar como membro do grupo.
6. Coloca questões para obter informação ou para clarificação e nunca para impressionar o grupo.
7. É paciente e compreensivo.
8. Pede aos elementos dos grupos para realizarem tarefas de forma educada.
9. Ajuda o grupo a lidar com diferentes pontos de vista e desacordo sendo imparcial e ajudando os elementos do grupo a compreenderem-se uns aos outros em vez de os recriminar.
10. Encoraja o feedback sobre o seu papel e sobre como pode ser mais útil.
Importante será dizer k o programa de treino consta de duas partes:
1. Discussão sobre que podem surgir quando se trabalha em grupo com os quais o líder pode ter que se confrontar.
2. Role-playing dos problemas considerados mais importantes pelo grupo.
2.1. Selecção do(s) probelma(s).
2.2. Representação da situação.
2.3. Análise do que se passou e sugestões de alterações.
2.4. Novo role-playing
Nas actividades visando o ensino de conceitos será importante também salientar: o pensamento diversificado, o como pensar/fazer pares/partilhar, o brainstorming, o grupo de discussão e as entrevistas.
Resumo feito por Silvia Dias
RESUMO: Dinâmica de Grupos na Formação de Lideranças
"O ser humano é uma rede, uma porção de buraquinhos amarrados uns aos outros"
O objectivo deste livro é procurar demonstrar um trabalho que tem sido feito para a formação de lideranças. Deste modo, destacam-se neste livro dois aspectos fundamentais a considerar nas dinâmicas de grupo: o papel do formador, nomeadamente a sua proposta de trabalho e o porquê das dinâmicas.
No que respeita ao formador, é essencial que este interfira no processo de aprendizagem dos grupos, funcionando como facilitador, tendo em conta não só a realidade, mas também as emoções dos diferentes elementos do grupo. Cabe ao formador ajudar cada elemento do grupo a interiorizar o conhecimento que já possuí, através de uma relação de troca de conhecimentos, ideias, sonhos e desejos. É também da sua responsabilidade , criar condições para a compreensão e colaboração mútua e a comunicação produtiva, assim como planear situações educativas através de dinâmicas e desenvolver metodologias e critérios pedagógicos específicos para cada grupo, tipo de pessoas e oganização. Assim sendo a proposta do formador será portanto criar uma relação em que cada elemento do grupo posssa colocar-se de forma consciente e crítica diante do mundo, onde a formação nao é mais que uma proposta que procura pela reflexão, atingir o autoconhecimento com o intuito de chegar a um processo de automudança e que envolve um nível teorico e técnico que depende do formador e um último nível que corresponde à experiência e que está dependente do formando.
As dinâmicas de grupo que incluêm o lúdico e o prazer como parte integradora do processo educativo, têm como objectivo proporcionar momentos educativos que permitam ao grupo vivenciar situações inovadoras a todos os níveis. Para isso, é necessário que o clima seja o ideal, que proporcione um grau de relaxamento suficiente de modo a não provocar momentos de tensão dentro do grupo. Estas dinâmicas devem respeitar a vontade dos elementos do grupo de participar ou não na actividade e são utilizadas para vários fins, nomeadamente, para facilitar o relacionamento, a expressão de sentimentos, a confrontação de ideias, estimular os pensamentos analógicos e associativos, caracterizar os tipos de liderança, solucionar conflitos, entre outros mais. Na elaboração de uma actividade educativa com uso de dinâmicas, é importante que o formador já tenha vivenciado as dinâmicas de forma a sentir-se seguro a geri-la posteriormente e que acompanhe o desenrolar da dinâmica, explicando-a e auxiliando o grupo. Para além disto, o formador deve ter em conta as caracteristicas do grupo, as condições operacionais, por exemplo o espaço físico, ter consciência do conteúdo da actividade, por exemplo, os objectivos das diferentes etapas da dinâmica e dar tempo no final de cada dinâmica para que os participantes socializem as emoções, sentimentos, dificuldades e descobertas.
Também na preparação da actividade com recurso a dinâmicas, o formado deve respeitar três momentos específicos, que são, a introdução, onde ocorre a apresentação e a integração do grupo, sendo importante que sejam uilizadas dinâmicas de pouca duração; o desenvolvimento, onde será proposto o tema principal da actividade e onde deverão ser utilizadas dinâmicas que impliquem uma reflexão grupal, sendo mais extensas temporalmente e a conclusão, onde será feita uma síntese final, na qual as dinâmicas utilizadas deverão permitir atitudes avaliativas e de encaminhamento.
Qualquer actividade é importante que seja planeada e pensada, quanto à articulação e planeamento. Desta forma, a base da proposta formativa está situada em quatro conceitos, que influênciam as nossas vidas, as nossas acções. São elas: DESEJO - REALIDADE - PODER - VONTADE.
O desejo são as ideias onde estão aos sonhos, as utopias e fantasias. É o desejo que faz a pessoa crescer, sonhar e mudar algo. A realidade é a análise que a pessoa tem daquilo que a rodeia e que lhe permite descobrir os problemas que deverão ser enfrentados. O poder é a condição de realizar o desejo a partir do planeamento da acção, ou seja, num sentido mais amplo é a possibilidade de realizar planos. Por fim, vontade é o desejo em processo de realização, isto é, o desejo colocado em acção.
Resumo feito pelo Márcio
terça-feira, 30 de junho de 2009
Resumo: “Aprendizagem Cooperativa - Teoria” – Luísa Freitas e Cândido Freitas
Em meados da década de 60, vários investigadores iniciaram um trabalho sistemático onde desenvolveram actividades com pequenos grupos, originando um corpo de conhecimentos que constitui o fundamento da aprendizagem cooperativa.
A aprendizagem cooperativa é uma das estratégias mais eficazes para procurar que todos tenham êxito na escola. É também uma das respostas mais consequentes no sentido de proporcionar à criança as aprendizagens mais convenientes. Apesar de ter levantado algumas dúvidas, chegou-se ao consenso de serem contemplados grupos heterogéneos na aprendizagem cooperativa, no entanto surgiram algumas preocupações sobretudo por parte dos pais de crianças sobredotadas, com medo que estas acabassem por ser exploradas, o que não se verifica, já que a aprendizagem cooperativa dispõe de técnicas apropriadas para não prejudicar quem aprende com mais facilidade. A aprendizagem cooperativa também veio abrir uma oportunidade de sucesso com alunos provenientes de etnias diferentes. Outra questão polémica na aprendizagem cooperativa é a existência ou não de recompensas, e a existirem qual o seu tipo. É necessário ter em conta a motivação extrínseca (factores alheios ao próprio trabalho, por exemplo prémios) e a motivação intrínseca (estímulo proveniente do trabalho em si). Desde cedo se tinha a ideia das vantagens que poderiam existir se se introduzissem recompensas, incluindo as de ordem material, mas em qualquer caso, a motivação intrínseca tem sempre maiores retornos educacionais.
A aprendizagem cooperativa desenvolveu-se mais como uma prática do que como resultado de uma teoria, sendo que alguns resultados dessa prática são a melhoria das aprendizagens na escola, melhoria das relações interpessoais, melhoria da auto-estima, entre outros.
Nos últimos anos começou a ser usado um termo aparentemente análogo à aprendizagem cooperativa, que é a aprendizagem colaborativa. À primeira vista estes termos podem ser considerados sinónimos, no entanto colaborar tem mais amplitude do que cooperar. Segundo Bruffe, os processos usados na aprendizagem colaborativa dão ao estudante maior liberdade, com menor intervenção do professor e consequentemente maior responsabilização do aluno. Para que a cultura de colaboração se consolide é importante a existência de momentos para se aprender cooperativamente.
As componentes básicas para estruturar a aprendizagem cooperativa são:
1. Interdependência positiva – Todos os elementos do grupo devem ter tarefas destinadas e serem responsáveis por alas, percebendo que se falharem não são eles que falham mas o grupo. Existe a interdependência de finalidades (todos os membros trabalham para um fim comum), de recompensas (conceder à equipa que tiver melhores resultados certos privilégios), de tarefas (quando se pretende realizar uma tarefa com a participação de todos, por exemplo quando uns elementos fazem um tio de pesquisa e outros fazem outra), de recursos (por exemplo quando um aluno tem a tesoura, outro o papel, outro a cola) e de papeis (quando cada elemento tem um papel que está dependente dos outros). Johnson e Johnson consideram que pode ainda haver mais quatro tipos de interdependência positiva: de identidade, de ambiente, de fantasia e de outros grupos concorrentes.
2. Interacção face a face – Quando os indivíduos encorajam e facilitam os esforços de cada um para realizar as tarefas de modo a alcançarem os objectivos do grupo. Devem-se seguir 3 etapas, a 1ª é desenvolver o espírito de grupo, na 2ª deve-se promover a interdependência positiva de todas as formas adequadas e por último deve-se procurar assegurar a interacção, monitorizando o grupo e assinalando os seus bons resultados.
3. Avaliação individual/responsabilização pessoal pela aprendizagem – cada elemento do grupo tem de sentir-se responsável pelas aprendizagens definidas para esse grupo e por isso tem de existir uma avaliação individual que deve ter em conta alguns procedimentos: formar grupos pequenos; haver testes individuais; colocar questões orais ou solicitar demonstração de certas competências a elementos do grupo ao acaso; observar sistematicamente o trabalho dos grupos; existir no grupo o papel de verificador da aprendizagem, o qual deve fazer perguntas para que cada membro demonstre o que aprendeu; os estudantes ensinarem uns aos outros o que aprenderam.
4. Uso apropriado de skills interpessoais e de pequeno grupo – Os alunos têm necessidade de aprender a partilhar a informação, a assegurar-se que compreenderam o que estudaram, saber usar o tempo, ser capaz de partilhar sentimentos, de ouvir sem interromper esperando pela sua vez de intervir, assim, todas estas qualidades devem ser desenvolvidas na prática de grupos. Johnson, Johnson, Holubec e Roy identificam 4 níveis de skills: de formação (organização do grupo e regras mínimas), de funcionamento (gestão do grupo), de formulação (de ideias e de análise de recursos que levam a níveis mais elevados de raciocínio e de retenção do que se está a aprender) e de fermentação (ideias que permitam a reconceptualização dos materiais estudados). Estes autores mencionam 5 passos a seguir no ensino dos skills de cooperação, que são motivar os alunos para a aprendizagem desses skills, assegurar que os alunos compreenderam o que de facto constitui o skill, providenciar situações de prática a todos os elementos, assegurar que os alunos avaliam o uso dos skills e assegurar que os alunos continuam a praticar o skill. Kagan também sugere um programa de desenvolvimento de competências sociais para o trabalho cooperativo, que envolve 2 categorias: skills de tarefa (gestão da agenda, dar e receber ideias) e skills sociais e de manutenção (encorajar e apreciar e orientação para a avaliação do processo). O mesmo autor identifica 8 abordagens de desenvolvimento de skills: reestruturação da tarefa, jogo permanente, treino de comunicação, treino de resolução de conflitos, jogos para desenvolver skills, desenvolvimento do papel do grupo, dramatização de papeis e monitorização e avaliação do processo pelo próprio, colegas do grupo, professor e outros grupos.
5. Avaliação do processo do trabalho de grupo – os alunos devem habituar-se a analisar os resultados avaliando-os em permanência, através da avaliação do seu trabalho e dos objectivos que forem sendo atingidos. Segundo Johnson e Johnson os professores devem estruturar uma aprendizagem que permita uma real avaliação, tendo em consideração 5 passos: avaliação das interacções no grupo, feedback constante, tempo para reflexão, avaliação do processo em grupo turma e demonstração de satisfação pelos progressos.
A formação de grupos é um ponto central para realizar a aprendizagem cooperativa nas aulas. Para isso é necessário ter em conta a criação do “espírito de grupo” (o sentimento de pertença que cada um dos elementos do grupo deve possuir), o tipo de grupos a formar, a dimensão do grupo e a sua duração no tempo.
A aprendizagem cooperativa é uma das estratégias mais eficazes para procurar que todos tenham êxito na escola. É também uma das respostas mais consequentes no sentido de proporcionar à criança as aprendizagens mais convenientes. Apesar de ter levantado algumas dúvidas, chegou-se ao consenso de serem contemplados grupos heterogéneos na aprendizagem cooperativa, no entanto surgiram algumas preocupações sobretudo por parte dos pais de crianças sobredotadas, com medo que estas acabassem por ser exploradas, o que não se verifica, já que a aprendizagem cooperativa dispõe de técnicas apropriadas para não prejudicar quem aprende com mais facilidade. A aprendizagem cooperativa também veio abrir uma oportunidade de sucesso com alunos provenientes de etnias diferentes. Outra questão polémica na aprendizagem cooperativa é a existência ou não de recompensas, e a existirem qual o seu tipo. É necessário ter em conta a motivação extrínseca (factores alheios ao próprio trabalho, por exemplo prémios) e a motivação intrínseca (estímulo proveniente do trabalho em si). Desde cedo se tinha a ideia das vantagens que poderiam existir se se introduzissem recompensas, incluindo as de ordem material, mas em qualquer caso, a motivação intrínseca tem sempre maiores retornos educacionais.
A aprendizagem cooperativa desenvolveu-se mais como uma prática do que como resultado de uma teoria, sendo que alguns resultados dessa prática são a melhoria das aprendizagens na escola, melhoria das relações interpessoais, melhoria da auto-estima, entre outros.
Nos últimos anos começou a ser usado um termo aparentemente análogo à aprendizagem cooperativa, que é a aprendizagem colaborativa. À primeira vista estes termos podem ser considerados sinónimos, no entanto colaborar tem mais amplitude do que cooperar. Segundo Bruffe, os processos usados na aprendizagem colaborativa dão ao estudante maior liberdade, com menor intervenção do professor e consequentemente maior responsabilização do aluno. Para que a cultura de colaboração se consolide é importante a existência de momentos para se aprender cooperativamente.
As componentes básicas para estruturar a aprendizagem cooperativa são:
1. Interdependência positiva – Todos os elementos do grupo devem ter tarefas destinadas e serem responsáveis por alas, percebendo que se falharem não são eles que falham mas o grupo. Existe a interdependência de finalidades (todos os membros trabalham para um fim comum), de recompensas (conceder à equipa que tiver melhores resultados certos privilégios), de tarefas (quando se pretende realizar uma tarefa com a participação de todos, por exemplo quando uns elementos fazem um tio de pesquisa e outros fazem outra), de recursos (por exemplo quando um aluno tem a tesoura, outro o papel, outro a cola) e de papeis (quando cada elemento tem um papel que está dependente dos outros). Johnson e Johnson consideram que pode ainda haver mais quatro tipos de interdependência positiva: de identidade, de ambiente, de fantasia e de outros grupos concorrentes.
2. Interacção face a face – Quando os indivíduos encorajam e facilitam os esforços de cada um para realizar as tarefas de modo a alcançarem os objectivos do grupo. Devem-se seguir 3 etapas, a 1ª é desenvolver o espírito de grupo, na 2ª deve-se promover a interdependência positiva de todas as formas adequadas e por último deve-se procurar assegurar a interacção, monitorizando o grupo e assinalando os seus bons resultados.
3. Avaliação individual/responsabilização pessoal pela aprendizagem – cada elemento do grupo tem de sentir-se responsável pelas aprendizagens definidas para esse grupo e por isso tem de existir uma avaliação individual que deve ter em conta alguns procedimentos: formar grupos pequenos; haver testes individuais; colocar questões orais ou solicitar demonstração de certas competências a elementos do grupo ao acaso; observar sistematicamente o trabalho dos grupos; existir no grupo o papel de verificador da aprendizagem, o qual deve fazer perguntas para que cada membro demonstre o que aprendeu; os estudantes ensinarem uns aos outros o que aprenderam.
4. Uso apropriado de skills interpessoais e de pequeno grupo – Os alunos têm necessidade de aprender a partilhar a informação, a assegurar-se que compreenderam o que estudaram, saber usar o tempo, ser capaz de partilhar sentimentos, de ouvir sem interromper esperando pela sua vez de intervir, assim, todas estas qualidades devem ser desenvolvidas na prática de grupos. Johnson, Johnson, Holubec e Roy identificam 4 níveis de skills: de formação (organização do grupo e regras mínimas), de funcionamento (gestão do grupo), de formulação (de ideias e de análise de recursos que levam a níveis mais elevados de raciocínio e de retenção do que se está a aprender) e de fermentação (ideias que permitam a reconceptualização dos materiais estudados). Estes autores mencionam 5 passos a seguir no ensino dos skills de cooperação, que são motivar os alunos para a aprendizagem desses skills, assegurar que os alunos compreenderam o que de facto constitui o skill, providenciar situações de prática a todos os elementos, assegurar que os alunos avaliam o uso dos skills e assegurar que os alunos continuam a praticar o skill. Kagan também sugere um programa de desenvolvimento de competências sociais para o trabalho cooperativo, que envolve 2 categorias: skills de tarefa (gestão da agenda, dar e receber ideias) e skills sociais e de manutenção (encorajar e apreciar e orientação para a avaliação do processo). O mesmo autor identifica 8 abordagens de desenvolvimento de skills: reestruturação da tarefa, jogo permanente, treino de comunicação, treino de resolução de conflitos, jogos para desenvolver skills, desenvolvimento do papel do grupo, dramatização de papeis e monitorização e avaliação do processo pelo próprio, colegas do grupo, professor e outros grupos.
5. Avaliação do processo do trabalho de grupo – os alunos devem habituar-se a analisar os resultados avaliando-os em permanência, através da avaliação do seu trabalho e dos objectivos que forem sendo atingidos. Segundo Johnson e Johnson os professores devem estruturar uma aprendizagem que permita uma real avaliação, tendo em consideração 5 passos: avaliação das interacções no grupo, feedback constante, tempo para reflexão, avaliação do processo em grupo turma e demonstração de satisfação pelos progressos.
A formação de grupos é um ponto central para realizar a aprendizagem cooperativa nas aulas. Para isso é necessário ter em conta a criação do “espírito de grupo” (o sentimento de pertença que cada um dos elementos do grupo deve possuir), o tipo de grupos a formar, a dimensão do grupo e a sua duração no tempo.
Resumo feito por Ana Ferreira
domingo, 28 de junho de 2009
Resumo do cap. VII do Livro "Dinâmicas de grupo"
A formação Psicossociológica. Seu sentido e seus níveis
A formação psicossociologia não se trata de formação profissional, nem em informação de carácter didáctico sobre os aspectos psicológicos e sociais da vida profissional. A formação que se baseia nos esquemas e nos resultados da dinâmica dos grupos pretende ser de uma sensibilização directa e uma orientação das discussões de grupo.
O espírito de equipa tem de permanecer sempre num grupo sobretudo como uma aspiração.
I. Significado e funções da formação
As necessidades da formação psicossocial, já existem em estado latente há muitas décadas, mas tornaram-se cada vez mais agudas e conscientes.
Mudanças sociotécnicas, primeiro crescimento do tamanho das grandes empresas, a complexidade das estruturas, a insistência da especialização criam uma necessidade de articulação e de síntese.
Parece indispensável ao mesmo tempo dois de um eixo vertical e outro horizontal -instaurar processos de informação e de coordenação.
É ao nível da preparação das decisões que implicam o diagnóstico de uma situação global e um prognóstico pertinente.
A promoção do trabalho em grupo responde a uma aspiração de eficácia e de coordenação.
No plano sociocultural e ideológico que se processa já há mais de um século, e uma evolução de formas de autoridade, que acentuou mais nas últimas décadas.
Actualmente não se pode afirmar que os problemas da autoridade e da participação já estão resolvidos, mas de qualquer forma esta dupla evolução técnica e ideológica leva-nos a acentuar a importância, a todos os níveis, de um trabalho colectivo e cooperativo e a discussão aparece-nos como o meio de manter a coesão dos grupos onde a contestação da autoritarismo se tornou origem de subprodução e de desafecto.
II. Os níveis da formação
Aspectos gerais: Toda a formação psicossocial se esforça por sensibilizar os participantes, graças as suas experiencias de vida. Com a rotina de vida quotidiana acabamos por nos limitar a reagir como receptores à percepção de tais fenómenos quando a atitude de outrem nos frustra ou nos inquieta. Raro é darmos atenção a nós próprios como emissores para os outros. O grande interesse da formação é consciencializar as pessoas dos aspectos psicossociais e elucida-los em conjunto por uma confrontação de percepções de cada um. O fim explicito ou implícito de toda a formação é promover a evolução como positiva, reforçando a sua aptidão para comunicar e cooperar.
2. Aspectos diferenciais – a determinação dos objectivos do estágio de formação é importante porque implica uma congruência entre a suficiente oferta dos formadores e a procura ou o que se espera dos participantes, levantando problemas que são ao mesmo tempo metodológicos e deontológicos. Sem que se pretenda uma classificação rígida e exaustiva podendo distinguir-se três níveis de objectivos:
A) treino para efectuar e eventualmente, orientar o trabalho em grupo;
B) experiência intensiva dos processos relacionais;
C) formação de formadores.
A formação psicossociologia não se trata de formação profissional, nem em informação de carácter didáctico sobre os aspectos psicológicos e sociais da vida profissional. A formação que se baseia nos esquemas e nos resultados da dinâmica dos grupos pretende ser de uma sensibilização directa e uma orientação das discussões de grupo.
O espírito de equipa tem de permanecer sempre num grupo sobretudo como uma aspiração.
I. Significado e funções da formação
As necessidades da formação psicossocial, já existem em estado latente há muitas décadas, mas tornaram-se cada vez mais agudas e conscientes.
Mudanças sociotécnicas, primeiro crescimento do tamanho das grandes empresas, a complexidade das estruturas, a insistência da especialização criam uma necessidade de articulação e de síntese.
Parece indispensável ao mesmo tempo dois de um eixo vertical e outro horizontal -instaurar processos de informação e de coordenação.
É ao nível da preparação das decisões que implicam o diagnóstico de uma situação global e um prognóstico pertinente.
A promoção do trabalho em grupo responde a uma aspiração de eficácia e de coordenação.
No plano sociocultural e ideológico que se processa já há mais de um século, e uma evolução de formas de autoridade, que acentuou mais nas últimas décadas.
Actualmente não se pode afirmar que os problemas da autoridade e da participação já estão resolvidos, mas de qualquer forma esta dupla evolução técnica e ideológica leva-nos a acentuar a importância, a todos os níveis, de um trabalho colectivo e cooperativo e a discussão aparece-nos como o meio de manter a coesão dos grupos onde a contestação da autoritarismo se tornou origem de subprodução e de desafecto.
II. Os níveis da formação
Aspectos gerais: Toda a formação psicossocial se esforça por sensibilizar os participantes, graças as suas experiencias de vida. Com a rotina de vida quotidiana acabamos por nos limitar a reagir como receptores à percepção de tais fenómenos quando a atitude de outrem nos frustra ou nos inquieta. Raro é darmos atenção a nós próprios como emissores para os outros. O grande interesse da formação é consciencializar as pessoas dos aspectos psicossociais e elucida-los em conjunto por uma confrontação de percepções de cada um. O fim explicito ou implícito de toda a formação é promover a evolução como positiva, reforçando a sua aptidão para comunicar e cooperar.
2. Aspectos diferenciais – a determinação dos objectivos do estágio de formação é importante porque implica uma congruência entre a suficiente oferta dos formadores e a procura ou o que se espera dos participantes, levantando problemas que são ao mesmo tempo metodológicos e deontológicos. Sem que se pretenda uma classificação rígida e exaustiva podendo distinguir-se três níveis de objectivos:
A) treino para efectuar e eventualmente, orientar o trabalho em grupo;
B) experiência intensiva dos processos relacionais;
C) formação de formadores.
Resumo feito por Sílvia Dias
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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